Sacerdote carismático, merecedor de nosso respeito e saudade. A ele coube a missão de receber um acervo deteriorado deixado pelos irmãos Maristas. Esse acervo era o futuro COLÉGIO SALESIANO NOSSA SENHORA DO CARMO.
Quando pela primeira vez entrei no pátio do Carmo, encontrei um padre, fiquei a duvidar se de fato era sacerdote ou um braçal. A sua batina preta estava avermelhada do pó das pedras que carregava no ombro. As mãos estavam calosas, de carregarem tábuas e caibros de um lado para outro, na faina cotidiana em querer deixar tudo nos devidos lugares.
O que mais causou-me admiração foi ver um rosto vermelho, queimado pelo sol, numa expressão serena, cuja barba deixava escapar gotículas de suor a molhar a sua sotaina.
A sua arte pictórica estava alicerçada na fé inabalável que professava com fervor. Quando outro diretor o substituiu, ele escalou os andaimes para pintar preciosidades religiosas, no frontal do altar e na abóbada da igreja que tanto amava. Após seu memorável trabalho sendo um missionário, cumpriu o seu apostolado junto aos silvícolas em uma das missões da Amazônia.
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